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domingo, 3 de abril de 2011

Solidão


Onde estás que não me ouves?

Onde estás que não me vês?

Ou tudo isso é para testar meus limites?

Sabes que posso não aguentar essa tortura

Lembro dos tempos de minha meninice

Onde tudo parecia ser mais belo

Mas agora que acordei num lugar perverso

Minha vida não é mais considerada uma aventura

Pois em menos de um segundo

A luz apagou-se e encontrei a mais tenebrosa figura

Que estendera os braços, com um sorriso sombrio

E convidou-me a passear por lugares desconhecidos

Porém no meio do caminho, deixou-me no frio

Em busca de novos passageiros feridos

Que acompanhar-me-iam, à procura do inesperado

Visitando lugares antes nunca vistos

Sem importar-se com o passado

Agora, vagando perdido encontro-me

Tentando achar uma nova estrada

Sentindo a luz de um vaga-lume

Ofuscar minha solidão despedaçada.

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