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domingo, 17 de abril de 2011

Gritos Silenciosos


A escuridão de uma cratera formada

O vazio que preenche a vida

Sem motivo, razão. Não há nada

O silêncio das palavras repetidas

Ecoando na solidão, desesperadas

Na noite que chora de agonia

Pelo desaparecer das estrelas infinitas


Afundando na negridão dos seus olhos

Permaneço inerte, esperando a vida

Para quê adianta gritar, se tudo está abafado

Pela chuva que cai, deprimida

Com os sentimentos confusos e expostos

À mercê de um ladrão inesperado

Que silenciosamente espera ceifar nossa lida.


O amor realmente existe?

Ou foi inventado agora?

Não consigo encontrá-lo, neste caminho triste

Em uma estrada fria e sem volta

Nesta solidão que persiste

Em acompanhar-me, nessa vida morta

Sem sentido, seguindo seus passos medíocres


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