
A escuridão de uma cratera formada
O vazio que preenche a vida
Sem motivo, razão. Não há nada
O silêncio das palavras repetidas
Ecoando na solidão, desesperadas
Na noite que chora de agonia
Pelo desaparecer das estrelas infinitas
Afundando na negridão dos seus olhos
Permaneço inerte, esperando a vida
Para quê adianta gritar, se tudo está abafado
Pela chuva que cai, deprimida
Com os sentimentos confusos e expostos
À mercê de um ladrão inesperado
Que silenciosamente espera ceifar nossa lida.
O amor realmente existe?
Ou foi inventado agora?
Não consigo encontrá-lo, neste caminho triste
Em uma estrada fria e sem volta
Nesta solidão que persiste
Em acompanhar-me, nessa vida morta
Sem sentido, seguindo seus passos medíocres
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